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A Cor do Amor

A Cor do Amor

Nos últimos anos, o mundo tem acompanhado os horrores resultantes da grande animosidade entre pessoas de raças, ideologias ou religiões divergentes. Os confrontos étnicos na região sudanesa de Darfur, a violência política no Quênia e em Sri Lanka, o contínuo derramamento de sangue no Oriente Médio, as intermináveis carnificinas no Iraque e no Afeganistão e o desgaste das relações sociais por conta das diferenças raciais em dezenas de outros países comprovam a existência de algo seriamente errado com a humanidade. Na sua grande maioria, são conflitos civis ou guerras internas nos países, e a maioria das suas vítimas é da população civil. Hoje, 75 por cento ou mais dos mortos e feridos nas guerras são não-combatentes.

Não há alguém que possa dar um basta em tudo isso? Talvez algum organismo internacional possa decretar que todas as pessoas em todos os países, raças e credos estejam obrigadas a se respeitarem e se aceitarem mutuamente e a viver em harmonia apesar das suas diferenças. Infelizmente, mesmo que alguém tivesse a autoridade para emitir tal decreto, jamais daria certo, ou seja, as leis não produzem a justiça. A bondade, a compreensão e o amor têm de vir do coração, não de um senso de dever a uma lei.

É muito difícil alguém, que cresceu achando que a sua cor, crença ou cultura é melhor que as demais, aceitar e respeitar os outros. A situação é ainda mais complicada se existirem ressentimentos porque esses outros são de um povo historicamente responsável por anos (ou talvez séculos) de sofrimento, humilhação, abuso, exploração e perseguição contra o grupo social ao qual essa pessoa pertence.

Não há lei que consiga mudar, da noite para o dia, a atitude das pessoas que perderam familiares, lares e terras, por conta da violência ou do desprezo de outro grupo étnico. Mesmo que a pessoa queira se reconciliar com seus opressores, depois que esses sentimentos se arraigam, é difícil desaparecerem. Não há força de vontade capaz de superar instantaneamente o ódio e os ressentimentos profundamente enraizados.

Como, então, superar o preconceito, o medo e a desconfiança cujas raízes atravessam os séculos? A resposta resume-se em uma simples palavra: amor.

“O ódio incita contendas, mas o amor cobre todos os pecados”. A interação com alguém por quem se tem ódio provavelmente provocará desacordo e conflito. Mas, se tivermos amor verdadeiro, será possível olharmos além dos erros, para aceitarmos e perdoarmos até mesmo aqueles que nos causam injustiças.

Deixar passar e perdoar todos os defeitos e erros dos outros pode parecer uma aspiração nobre, mas, realisticamente falando, quem consegue, de uma hora para a outra, desfazer-se do ressentimento, do ódio, do temor ou de outras atitudes negativas profundamente enraizadas em relação a indivíduos ou grupos inteiros de pessoas? A maioria de nós carece de determinação e dos recursos emocionais para isso.

A boa notícia é que, apesar das nossas flagrantes limitações humanas, é possível amar, entender e aceitar de verdade as pessoas, independentemente do seu passado ou origem. O segredo para esse amor está na fonte máxima do amor, o próprio Deus. A Bíblia diz que “Deus é amor.” Ele é o onipotente Espírito de amor que criou o universo e todos nós.

Para que conhecêssemos a Sua natureza, enviou à Terra, na forma de homem, Seu único Filho, Jesus Cristo. A essência do trabalho de Jesus foi o amor. Ele sofreu como um ser humano e teve grande compaixão das pessoas, cujas necessidades espirituais e físicas atendeu. Tornou-Se um de nós.

Jesus ensinou que para obedecer a todas as leis de Deus bastava observar somente um mandamento: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.”

Em certa ocasião, Jesus foi questionado publicamente por um dos Seus opositores: “Mas quem é o meu próximo?” — indagou o homem. Jesus respondeu-lhe contando a história do Bom Samaritano, na qual Ele mostra claramente que o nosso próximo é qualquer pessoa que precise de nossa ajuda, independentemente de raça, cor, nacionalidade, cultura ou o credo.

Para amarmos o nosso próximo e fazermos a nossa parte para trazer paz ao mundo, devemos pedir ao “Príncipe da Paz”, Jesus, que nos dê amor pelos outros. Quando estamos ligados ao Deus de amor, o Seu Espírito em nós pode nos dar o poder para fazer o que é humanamente impossível: verdadeiramente amar os outros da mesma forma que amamos a nós mesmos.

Referindo-se a Jesus, a Bíblia diz que “Ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos [diferentes raças] fez um, e destruiu a parede de separação”. O amor sobrenatural de Deus é o que traz paz verdadeira, união e respeito mútuo entre as pessoas.

“O homem atenta para a aparência, mas Deus olha o coração”. Essa forma de ver os outros não nos é natural, mas quando permitimos que o Espírito de Deus habite em nós, assumimos a Sua natureza. Somente então podemos, como Ele, ver além da cor da pele e conhecer o coração e o espírito das pessoas.

Mesmo que o medo, o preconceito e o ódio nos tenham sido incutidos durante anos, o amor maravilhoso de Deus pode dissipar tudo isso! Entender que Deus nos ama e perdoa torna muito mais fácil amar e perdoar aos demais. Com isso, podemos nos desfazer de “toda a amargura, ira, cólera, gritaria e blasfêmias e toda a malícia, e ser uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-se uns aos outros como também Deus [nos] perdoou através de Cristo”.

Quando abre o seu coração a Jesus, Ele pode livrá-lo milagrosamente da prisão do ódio e da inimizade. “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; tudo se fez novo”.

Que mundo maravilhoso teríamos, se não déssemos atenção a coisas como cor e raça, e apenas o que víssemos nas pessoas fosse o amor — a cor do amor! É possível, pois “somos um em Cristo Jesus”.

Você quer ter um amor assim pelos outros? É só pedir. Deus o ama tanto que enviou Jesus para dar a Sua vida por você. “Porque Deus amou o mundo [você e eu] de tal maneira que deu o Seu único Filho [Jesus], para que todo aquele que nEle crê não morra, mas tenha a vida eterna”.

Sem nenhuma restrição, Jesus perdoará todos os seus pecados e lhe dará a vida eterna. Basta Lhe dizer que está arrependido e pedir perdão.